quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Nênia


diante desse sepulcro
estou a me expressar
os mais francos sentimentos
da perda de um ente
que jaz nesse lugar.

em descanso se encontra
dessa vida de agonias
para o mundo de escuridades
vazio de tormento
pleno de lamento...

em luto aqui estou
e sempre estarei
que se vai em respeito
uma parte do meu corpo
que sempre foi cúmplice
das minhas peripércias
envolta desse mundo..

então...

transbordo-me de saudades
cingindo o meu peito
que se resume em lágrimas
que molha o meu rosto
abatido pela dor..
desse momento tao funesto, lobrego
ao ver o meu ente a descansar
a dormir profundamente
de pura eternidade...

e  nesse jazigo
dou meus últmos adeus
para aquele que parte
para o breu do além
debaixo dessa pedra negra
nesse alívio eterno...

meus pêsames a ti!


By Lila Darkness

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

DEVANEIOS DOS TOLOS :
( santiago salinas crow, surinen)






















morro a cada minuto que penso em tí,
sei que há uma distância enorme,
nos afastando bruscamente,
mil demônios dentro de mim, pedindo pelo seu olhar silenciador.

sabendo que meu reino desmorona,
a cada instante que me tocas,
assemelho-me a um grão de poeira,
uma montanha minúscula,
de ocultos mistérios.

sinto que a seu lado eu queimaria no inferno,
sentindo as labaredas ardentes e seus beijos com o mesmo prazer.
sinto que me afogo em um deserto,
se não tenho seus olhos para me fazer lutar.

sinto-me fantoche dos teus possíveis desejos,
tão vindos de tua alma unida à minha,
sinto que posso despertar-lhe,
fazer valer-se teu lado instintivo,
um grito, das águas borbulhantes do lago.

meu corpo deixou de pertencer-me no momento em que desejou-te,
minha mente torna-se turva, apenas nós estamos claros nela,
minha alma tu conquistas a cada doce palavra dada.
- pertenço-te totalmente.

juntos destinados espíritos voam,
sob as estrelas e sua solitude eterna,
nos invejam, porém brilham,
a intuíto de iluminar nosso caminho,
prosperado às incertezas do negro azul celeste.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

DADA À CARA A FARSA VIDA :
( plínio sacanechia, santiago salinas crow)





















pois ví,
tão senti aos olhos,
como infantes,
ou rugosos,
postos liformosos,
olhos puros,
enalteci,
apuros,
tais temi, libidinosa impura honestidade,
com qual juro,
enrubesci à vaidosa aurora do tempo,
a alvorar...